Do Pixel à Razão
- Willian

- 29 de jul. de 2022
- 3 min de leitura
Atualizado: 19 de jul. de 2023

Arte Pixelada: o projeto Willy trouxe essa estética
como característica conceitual em sua divulgação em 2008.
Acostumado à estética da imagem impressa das revistas até então (o ano era 2008) no contato com as primeiras possibilidades de usar processos digitais como ferramentas de trabalho (com a aquisição de um computador básico de mesa) ainda durante o meu processo criativo para o desenvolvimento do Projeto Willy, fui seduzido de imediato com as experimentações artísticas mais primitivas e simples que um PC poderia me oferecer como ferramenta para trabalhar a imagem ao torná-la digital. Como as surpresas que um simples "zoom" pode revelar em uma imagem de pouca resolução mostrando novas composições abstratas em meio a tanto quadriculado dos pixels desconstruindo a imagem.
Era a minha curiosidade e o anseio sobre o novo sendo alimentados, ao ponto que tirava "prints" (capturas de tela) em posições diversas de uma mesma imagem e analisava criativamente sua beleza na abstração. Gostei tanto do exercício ao ponto de incorporar esse resultado estético ao material de divulgação do projeto, como linguagem de comunicação visual sob essa inspiração (o "flyer" digital do evento de lançamento da marca Willy é um exemplo disso) aproveitando em favor do meu trabalho as dificuldades técnicas daquele momento de pequeno artista empreendedor (PEQUENO, PEQUENINO e bem PEQUENO...) numa decisão bastante sábia na verdade! Surgiam ali os primeiros indícios de um próximo projeto com ilustração digital: tomando o material como uma proposta interessante para exploração, debrucei-me sobre os registros de Willy (o painel de referências com imagens de revista impressa numa colagem muito bonita), que serviram de base para o Conto Pixelado.
Tendo isso explicado, quero mostrar para vocês o material de Conto Pixelado enquanto projeto de exploração experimental, que surgiu desse processo simples citado acima que é na verdade, o da escolha de ser um artista mais integralmente e gastar o tempo explorando as possibilidades que a intuição apontam para obter seus resultados mesmo sem saber ao certo o resultado estético da investida, quando somente após esse processo é que se faz necessário os devidos ajustes, mesmo que despretensiosamente como a contextualização artística e uma explicação lógica para o objetivo enquanto trabalho, porque na maioria dos casos a verdade do trabalho está na espontaneidade do seu processo de surgimento e menos na intenção do seu impacto. Nisso, as reflexões posteriores sobre sua relevância trouxeram por fim o aproveitamento das ideias na forma de um CONCEITO a seu respeito (sugere-se, mais profundo apesar da intenção de uso das imagens ser bem simples), sob a minha ótica dessa experiência RUDIMENTAR.
Em resumo: nada é em vão, toda intuição e curiosidade vêm de uma demanda subconsciente preexistente e melhor que negligenciá-la é aproveitá-la para extrair o seu maior potencial.
Conto Pixelado fala sobre essa experiência de exploração artística utilizando imagens reaproveitadas (esse sempre foi o fluxo, desde as colagens da pré-escola até os painéis de referência que montamos para trabalhos profissionais já na vida adulta, dos profissionais da imagem, da sua exibição, impressão, "reworks" para a moda, publicidade, televisão, cinema e etc, etc, etc: inspira-se, criar em cima e apresentar de novo o novo e de novo!). As imagens transitam entre o figurativo e o abstrato num texto ficcional em tom de "conto" inspirado na jornada artística real (daí o nome, tudo criado depois do processo artístico da exploração da imagem antes citado). Tem um monte de GIFs empolgantes pra animar, ilustrando também a narrativa conceitual da proposta do trabalho.
Conheça o projeto clicando nesse botão:
O projeto tem: imagens animadas (em GIF), informação conceitual e playlist temática.
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